Meditando com a Santa
1o dia – Introdução à carta: a vocação à união com Deus.
Vamos iniciar hoje uma jornada com Elisabete da Trindade, refletindo em sua carta 272, intitulada “A Grandeza de nossa vocação.”
Este tratado espiritual de setembro de 1906 foi escrita a uma jovem de Dijon, Francisca de Sourdon, de dezenove anos. Muito amiga da Santa, uma longa amizade que renderam 26 cartas. Na profundidade dessa amizade, Elisabete tem uma relação maternal com Francisca, até chama-la de “Framboesa”. Aqui, Elisabete já agonizante, não perde sua Franboesa de vista e sempre pensa que o melhor de Francisca é capaz de impactá-la. Na carta 128 ela escreveu a Francisca: “Compreendo que tenhas necessidade de um ideal, algo que te faças sair de ti para ajudar alguém. Mas vê! Há um só! É Ele, o Único Verdadeiro! Ah…se o conhecesses somente um pouco como tua Sabete! Ele fascina, ele arrebata…queres, minha querida, orientar-te comigo para esse sublime ideal? Não é uma ficção, mas uma realidade!”…
Então essa carta a Francisca torna-se uma longa meditação, um pequeno tratado que giram em torno do eixo humildade-magnanimidade. A humildade nos conduz ao esquecimento de nós mesmos, à morte do velho homem, para nos tornar livres, felizes e semelhantes ao Cristo. Caminharemos em seguimento de Cristo, nossa imagem e modelo; e, associados à sua Paixão pela Igreja, poderemos aproximar-nos de nossa predestinação.
Assim, a exemplo de Santa Elisabete da Trindade, que compreendeu o sentido de sua vocação na terra, que é amar a Deus e ser um Louvor de Glória, vamos orar nesses nove dias, pedindo a Deus uma renovação em nossa vocação! É preciso mergulhar nas águas do amor, deixando o grão de trigo morrer, vivendo a luta diária do abandono de si por amor a Cristo e a Igreja. Esse é um caminho transformador, purificador, salvador e feliz que nós, Carmelitas Seculares, somos convidados a viver. Diga ao Senhor: “Digna-te destruir em mim o que não é divino, para que minha alma, livre, se lance em Teu ser”.
Junior
Muito bom