
DOMINGO DA IX SEMANA DO TEMPO COMUM– 30/05/2010 SOLENIDADE DA SANTÍSSMA TRINDADE.

Ant 1 Ó Trindade eterna e suprema, Pai e Filho e Espírito Santo!
Salmo 109, 1-5.7) : O Messias, Rei e Sacerdote.
Este Salmo é um dos “Cânticos Régios”, composto por motivo da entronização do rei de Israel ou talvez em uma festa de seu aniversário. É integrado por três partes: três oráculos de Yahweh, com visões de um futuro glorioso (vv. 1; 3; 4). Mesmo que se tenha dito que o rei seja um poeta ou um profeta da corte, Yahweh é a pessoa que tudo realiza: é Ele que promete ao rei domínio e títulos de glória; é Ele que submete ao seu poder todos os inimigos. Desde os primeiríssimos tempos da Igreja, este Salmo foi aplicado a Cristo.
Em Israel, o rei recebe a unção, que faz dele um vassalo de Yahweh e seu representante na terra. Ele é o Ungido de Yahweh, em hebraico o “Messias”, e esta relação religiosa estabelecida com Deus especifica a concepção religiosa de Israel que mantinha o povo na esperança do cumprimento da promessa da vinda de um rei futuro, de um último rei, que deveria trazer a salvação definitiva e instauraria o Reino de Deus sobre a terra. Os primeiros cristãos viram sua realização, no começo de nossa era, em Cristo: título que significa Ungido em grego, como Messias em hebraico.
As prerrogativas do Messias, realeza universal e sacerdócio perpétuo (cf. 2Sm 7,1+; Zc 6,12-13), não decorrem de nenhuma investidura terrestre, como tampouco a do misterioso Melquisedec (Gn 14,18+). Cristo realiza literalmente este oráculo (cf. Mt 22,44; 27,11; 28,18; At 2,34-35; Hb 1,13; Ap 19,11.16). Cristo, ressuscitado, está sentado à direita de Deus Pai (Rm 8,34; Hb 10,12; 1P 3,22).
Por seu tom de vitória e pela descrição que faz da unção do rei de Israel, este Salmo veio a ser para os cristãos, desde o tempo dos Apóstolos, o Salmo messiânico por excelência: o próprio Cristo o aplicou a Si Mesmo (Mt 22,44); os apóstolos se serviram dele para proclamar a vitória da Ressurreição (At 2,34-35; Rm 8,34; etc); o autor da Carta aos Hebreus se serve do mesmo para provar a superioridade do sacerdócio de Cristo frente ao do Antigo Testamento.