A REGRA DO CARMO PARA O CARMELITA DESCALÇO SECULAR
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Neste dia de Santo
Alberto, legislador de nossa Ordem, é muito importante refletirmos sobre a
Regra do Carmo na vivência do carmelita secular. Essa regra, apesar de escrita
há mais de 800 anos para os eremitas que foram viver no Monte Carmelo em busca
de uma maior e intimidade com Deus, continua atual até hoje e nela podemos
identificar os princípios que regem a vida carmelitana. Tais princípios se
encontram nas Constituições da OCDS, em seu artigo 6°:
Alberto, legislador de nossa Ordem, é muito importante refletirmos sobre a
Regra do Carmo na vivência do carmelita secular. Essa regra, apesar de escrita
há mais de 800 anos para os eremitas que foram viver no Monte Carmelo em busca
de uma maior e intimidade com Deus, continua atual até hoje e nela podemos
identificar os princípios que regem a vida carmelitana. Tais princípios se
encontram nas Constituições da OCDS, em seu artigo 6°:
6. A Regra de Santo
Alberto é a expressão original da espiritualidade do Carmelo. Foi escrita para
leigos que se reuniram no Monte Carmelo para viver uma vida dedicada à
meditação da Palavra de Deus sob a proteção da Virgem. Nessa Regra se encontram
os princípios que orientam a vida carmelitana: a) viver
em obséquio de Jesus Cristo; b) ser diligentes na
meditação da lei do Senhor; c) reservar tempo para
a leitura espiritual; d) participar na liturgia da
Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas; e) interessar-se
pelas necessidades e pelo bem dos demais na comunidade; f) armar-se
com a prática das virtudes, ao mesmo tempo que se vive uma vida intensa de fé,
esperança e caridade; g) buscar o silêncio interior
e a solidão em nossa vida de oração; h) usar prudente
discrição em tudo que fazemos.
Alberto é a expressão original da espiritualidade do Carmelo. Foi escrita para
leigos que se reuniram no Monte Carmelo para viver uma vida dedicada à
meditação da Palavra de Deus sob a proteção da Virgem. Nessa Regra se encontram
os princípios que orientam a vida carmelitana: a) viver
em obséquio de Jesus Cristo; b) ser diligentes na
meditação da lei do Senhor; c) reservar tempo para
a leitura espiritual; d) participar na liturgia da
Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas; e) interessar-se
pelas necessidades e pelo bem dos demais na comunidade; f) armar-se
com a prática das virtudes, ao mesmo tempo que se vive uma vida intensa de fé,
esperança e caridade; g) buscar o silêncio interior
e a solidão em nossa vida de oração; h) usar prudente
discrição em tudo que fazemos.
Todos esses princípios
contidos na Regra serviram de base para a elaboração dos demais documentos que
regem a vida do Carmelita Secular, como as Constituições e os Estatutos. Dessa
forma, quando vivemos o que pede esses documentos, estamos vivendo o que nos
propõe a Regra do Carmo.
contidos na Regra serviram de base para a elaboração dos demais documentos que
regem a vida do Carmelita Secular, como as Constituições e os Estatutos. Dessa
forma, quando vivemos o que pede esses documentos, estamos vivendo o que nos
propõe a Regra do Carmo.
Fazer a vontade de Deus é viver em obséquio de Jesus Cristo. Para discernirmos
a vontade de Deus, precisamos meditar a Palavra, ler os livros espirituais,
participar da Eucaristia, rezar a liturgia das horas e fazer a oração mental.
Assim, poderemos realizar a vontade de Deus, nos atentando às necessidades dos
outros, praticando as virtudes e sendo discretos em nossas ações.
Portanto, o carmelita
secular deve procurar viver no mundo moderno de hoje, no trabalho, na escola,
na família, na Igreja, onde estiver, os princípios escritos por Santo Alberto,
para que assim possa ser sal da terra e luz no mundo em uma sociedade perdida
pelo consumismo, egoísmo, numa busca desenfreada pelo poder, pelo prazer e pelo
possuir.
secular deve procurar viver no mundo moderno de hoje, no trabalho, na escola,
na família, na Igreja, onde estiver, os princípios escritos por Santo Alberto,
para que assim possa ser sal da terra e luz no mundo em uma sociedade perdida
pelo consumismo, egoísmo, numa busca desenfreada pelo poder, pelo prazer e pelo
possuir.
Luciano Dídimo,
ocds
A Regra do Carmo não deve
ser vista como um conjunto de normas para medir a perfeição da nossa
observância, mas sim como uma porta que oferece um novo acesso até à fonte que
é Jesus. Entrando por esta porta e seguindo por este caminho, o coração se purifica, a consciência
encontra a serenidade (Rc 2) e
a presença de Deus se manifesta. Vivendo a Regra, realiza-se em nós o que
aconteceu com o profeta Elias no Karit: beberemos da fonte e seremos
alimentados por Deus (1Rs 17,1-6). Realiza-se o que aconteceu com Maria em
Nazaré: receberemos a Palavra de Deus e ela se encarnará em nossas vidas (Lc
1,38).
ser vista como um conjunto de normas para medir a perfeição da nossa
observância, mas sim como uma porta que oferece um novo acesso até à fonte que
é Jesus. Entrando por esta porta e seguindo por este caminho, o coração se purifica, a consciência
encontra a serenidade (Rc 2) e
a presença de Deus se manifesta. Vivendo a Regra, realiza-se em nós o que
aconteceu com o profeta Elias no Karit: beberemos da fonte e seremos
alimentados por Deus (1Rs 17,1-6). Realiza-se o que aconteceu com Maria em
Nazaré: receberemos a Palavra de Deus e ela se encarnará em nossas vidas (Lc
1,38).
Carlos Mesters, Ao redor da fonte
