O QUE SE APRENDE NA GUERRA?

Hoje estava meditando e rezando, tive uma pergunta dentro de mim que me
angustiou por um pouco e depois senti no coração uma grande paz interior.
Aquela paz que vem do Alto, que é dom de Deus, que é a grande promessa de
Jesus. Todos os dias antes da comunhão, na missa, dizemos a oração: “Senhor
Jesus dai nos a tua paz”, aquela paz que ele prometeu que é fruto do amor.
Pensei que na escola da guerra se aprende e se somos bons discípulos podemos
mudar o mundo.
1. A primeira lição é o DIALOGO. A porta do dialogo nunca pode ser fechada mas
sempre deve estar aberta; dialogar e escutar o outro e suas razões, encontrar
juntos caminhos novos. Dialogar não é capacidade dialética e filosófica para
manipular o pensamento do outro e puxar, como se diz “a brasa para a própria
sardinha”. O dialogo é feito de verdade, de autenticidade e de amor. A guerra
nos diz muitas vezes que o dialogo foi interrompido. Não é possível nunca
dialogar com as armas nas mãos e nem com tanques de guerra, não é possível
dialogar escutando o barulho de armas e os gritos de morte, o dialogo se ouvir
a voz da vida.
2. Na escola da vida se aprende a AMAR A VIDA, a apreciar a vida. A vida grita
sempre mais forte, somos chamados a escutar o grito das crianças que clamam
pela vida e que diante da morte tem medo e ficam caladas para sempre. E o grito
de milhares de mães que vêem seus filhos partir e não voltar, de esposas, de
pais. É o momento de pensar que a vida é um dom tão belo e grande que sempre
deve ser defendido e que nada autoriza a destrui-la. Se aprende que vida nasce
da fé, do amor. A religião é sempre um caminho de unidade e de pacificação. O
Papa Francisco tem dito varias vezes nestes dias em que ele reza para o Egito:
fé e a violência são inconciliáveis. Precisamos amar a vida, doar a vida para
que a vida possa florescer.
3. Na escola da guerra se aprende a sublime é as vezes difícil lição do PERDÃO
. É somente através do perdão que podemos nos dar as mãos e caminhar juntos,
construindo juntos, abraçando nos e sentindo que somos irmãos e não inimigos no
caminho. Fazendo amizade é que o mundo de hoje será uma pequena aldeia mas na
pequena aldeia da família humana deve sempre existir o amor e união. Somos um
com coração e com a alma, para o bem de todos.
HAVERÁ SEMPRE GUERRAS? Haverá,mas serão todas vencidas se dialogarmos, se
amarmos a vida e se nos perdoarmos.
Que Santa Teresinha nos envie do céu uma chuva de rosas e bençãos.
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Sinal de esperança, a Profissão de tres irmãos carmellitas descalços, no Cairo,
em meio aos horrores da guerra no Egito.
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Nosso amado frei Patrício Sciadini OCD, em meio aos horrores da guerra no Egito,
recebe os votos de um frade carmelita descalço em seu convento.
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