Á Elisabete da Trindade

Á Elisabete da Trindade






Elisabete da Trindade   

    
            Ó Elisabete, como nos
alegramos por um dia após celebrarmos Santa Madre Teresa de Jesus podermos
celebrar finalmente a tua canonização. Te vermos elevada às honras dos altares.
Eis o que nos motiva a rendemos graças a Deus: Tu deixastes para nós
da doutrina celeste de tua e nossa amada Santa Madre Teresa um caminho de
perfeição próprio teu e que nos cativou e nos fascina. “Crer que um Ser chamado
Amor habita em nós, constantemente dia e noite; que nos pede que vivamos em
sociedade com Ele; que recebamos de igual modo, como procedente diretamente do
seu amor, a alegria e o sofrimento. Isto tem feito de minha vida um céu
antecipado.” Rezando contigo a tua “ELEVAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE” como não
desejar e pedir ao Deus Trindade que Ele faça de nossa alma um lugar para seu
repouso, que nunca o deixemos só. Estarmos todos inteiros, totalmente despertos
em nossa fé, EM ADORAÇÃO… Como não olhar para o Cristo Crucificado e pedir a Ele
que nos faça identificar a nossa alma com os movimentos de Sua alma. A paixão e
o desejo que o levou a derramar até a última gota de sangue pela nossa
salvação. Esta paixão invadiu a tua alma, Elisabete e te fez cantar: “Esgota
toda a minha substância para a tua glória.
Que se destile gota a gota pela tua Igreja.” Sim, pediste e foste
atendida, pois assim morreste consumida pela doença de Addison. E o desejo que
nos desperta ao ouvir a Palavra de Deus, o Verbo Eterno de ser de uma
docilidade absoluta para tudo aprender Dele. 
Não temer as noites, os vazios, as impotências mas, desejar ter os olhos
fixos Nele e ficar sob sua grande luz, para que Ele nos fascine e não seja mais
possível sair de seu clarão radioso.
Ao Espírito Santo, teu Divino Amigo, fogo devorador, Espírito de Amor
pedimos que também venha a nós e opere em nossa alma como que uma encarnação do
Verbo: que sejamos para ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo
o seu mistério… Pedimos a Deus que nos dê o teu olhar para a Mãe do Verbo,
Maria Santíssima e pedirmos como tu: “Ó mãe da graça, forma a nossa alma a fim
de que seus filhinhos sejam uma imagem viva e atraente do  seu primogênito, o Filho do Eterno, aquele que
foi o perfeito louvor de glória do Pai.” Queremos também sermos “presa” de Deus
ao pronunciarmos o nosso “SIM” dia a dia. Ver em Maria o modelo das “almas
interiores, das criaturas escolhidas por Deus para viverem dentro, no fundo do
abismo insondável. Com que paz, com que recolhimento Maria se entregava a todas
as ocupações! Como as ações mais banais eram por ela divinizadas! Queremos
Elisabete também como tu ser um louvor de glória: “Um louvor de Glória é uma
alma de silêncio que se mantém como uma lira sob o toque misterioso do Espírito
Santo, que nela tange harmonias divinas. Sabe que o sofrimento é uma corda que
produz sons ainda mais belos, e por isso gosta de vê-la em seu instrumento,
porque assim agradará mais deliciosamente o coração de Deus”.
 E agradaremos
tanto a Deus que Ele se dignará a nos conceder a graça de conhecer os seus
segredos. Pois, assim nos tu nos revelaste em teu último retiro ao se reportar
à Rainha dos Mártires, Senhora das Dores: “Ali está ela, junto da cruz, de pé,
forte, corajosa. E o mestre me diz: Eis a tua mãe. Ele ma entrega por mãe… Agora
que ele voltou ao Pai, que me deixou em seu lugar na cruz para que eu sofra em
meu corpo o que falta à sua paixão, por seu corpo que é a Igreja, a Virgem está
ainda ali para ensinar-me a sofrer como ele, para transmitir-me, para fazer-me
ouvir aqueles ÚLTIMOS CÂNTICOS DE SUA ALMA, que ninguém senão ela, sua Mãe,
pode perceber.” Louvamos enfim a Deus por tua vida, nossa “Bete”, pelo teu
testemunho e por teus escritos e queremos estar como tu, com olhar Nele, só
Nele…


ANA STELA DE ALMEIDA SILVA
Conselheira
(Norte-Nordeste)
Comunidade São José de
Santa Teresa
(Fortaleza-CE)


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